A edição número 7 da Revista Brasileira de Risco e Seguro (RBRS) traz ao debate temas como a aplicação das tábuas de vida para a previdência complementar, uma nova forma de cálculo das reservas IBNR, a aplicação do conceito de Cópulas de Lévy nos processos multivariados de ruína das seguradoras, modelagens e cálculo do Valor ao Risco (VAR) e o potencial do mercado de derivativos econômicos no setor de seguros brasileiro.
A construção de uma tábua de mortalidade geral, baseada nos registros históricos de 1979 a 2004 da Fundação Ceres, foi o objetivo do estudo "Aplicações das Tábuas de Vida para a Previdência Complementar: Estimativas e Comparação com as Tábuas do Mercado", elaborado por Marília Miranda Forte Gomes, mestranda do programa de Pós-Graduação em Demografia do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG, Marina Harumi Okubo, bacharel em Estatística pela Universidade de Brasília e Ana Maria Nogales Vasconcelos, professora do Departamento de Estatística da Universidade de Brasília. O trabalho apresenta as probabilidades de morte baseadas nos dados do grupo de participantes do plano de previdência da Fundação Ceres, e ressalta a importância da escolha de uma tábua adequada para cálculos de seguros.
Em "Um Método Probabilístico para Cálculo de Reservas do Tipo IBNR", Jessica Kubrusly, Hélio Lopes e Álvaro Veiga, representantes dos departamentos de Matemática e de Engenharia da PUC do Rio de Janeiro e do Instituto de Gestão de Riscos Financeiros e Atuariais dessa universidade (IAPUC), expõem maneiras de se determinar a chamada provisão para sinistros "ocorridos e não avisados" (ou IBNR, sigla em inglês para incurred but not reported). Além das tradicionais, os autores apresentam uma nova forma para estimar o IBNR, destacando vantagens e desvantagens dos modelos.
Baseado no conceito defendido por Jan Kallsen e Peter Tankov, Eduardo Fraga Lima de Melo, do COPPEAD/UFRJ, escreve "Uma Aplicação de Cópulas de Lévy na Agregação de Processos Multivariados de Ruína". O autor apresenta também uma aplicação, com dados reais, de um seguro residencial/empresarial com duas coberturas.
Antônio Carlos Magalhães da Silva e Harvey José dos Santos Ribeiro Cosenza, doutores em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, e Adriana Cazelgrandi Torres, mestre em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, propõem, em "Modelagens do VAR no Contexto Brasileiro: O Problema da Sensibilidade à Definição de Parâmetros", o desenvolvimento do cálculo do Valor ao Risco (VAR) para uma carteira composta por dez ativos individuais, comparando-o com o de um índice obtido a partir dos mesmos ativos.
E a experiência conjunta da bolsa Chicago Mercantile Exchange (CME) e do banco Goldman & Sachs é o tema do artigo "Os 'Derivativos Econômicos' e o Mercado de Seguros no Brasil: Informações Econômico-Financeiras e Previsões Macro". Seus autores, Pedro Carvalho de Mello, professor-doutor da Esalq/USP, e Roberta Zorzetti Fumero, formanda da Faculdade de Economia do Ibmec, analisam o potencial do mercado de derivativos econômicos no Brasil, avaliam as dificuldades e limitações para sua adaptação às condições institucionais brasileiras, salientam as principais vantagens a partir da sua negociação em bolsa e discutem o seu potencial como suporte ao mercado de seguros no País.
Antonio Carlos Teixeira