Ed. n°11 - Volume 5 - Abril / Setembro 2009








 
   
 
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24/Fev/2010 11:15
BC: SALDO DAS OPERAÇÕES DESTINADAS A PESSOAS FÍSICAS AUMENTA 1,6% EM JANEIRO

No âmbito das modalidades que constituem o crédito referencial para taxas de juros, o saldo das operações destinadas a pessoas físicas aumentou 1,8% em janeiro e 18,5% em doze meses, totalizando R$ 325,3 bilhões. Destacaram-se os crescimentos de 1,7% em crédito pessoal e de 1,8% em financiamentos para aquisição de veículos. As modalidades de crédito rotativo, cheque especial e cartão de crédito, voltaram a apresentar crescimento, após as reduções comumente observadas em dezembro, registrando expansões respectivas de 5,1% e de 3,9%, em janeiro.

As modalidades destinadas a pessoas jurídicas atingiram saldo de R$ 396,8 bilhões, observando redução mensal de 0,2% e crescimento de 3,2% em doze meses. Em janeiro, as operações de capital de giro, que detêm a participação mais expressiva no segmento, mantiveram-se praticamente estáveis. Verificaram-se retrações em descontos de duplicatas, nos financiamentos para aquisição de bens e nas operações de vendor, de forma geral, associadas à sazonalidade do período.

O custo médio do crédito referencial atingiu 35,1% a.a. em janeiro, registrando incremento mensal de 0,8 p.p. e redução de 7,3 p.p. em doze meses. Esse movimento concentrou-se nas modalidades com encargos pré-fixados, cuja taxa média de juros apresentou elevação mensal de 0,9 p.p. ao atingir 41,2% a.a. No mesmo sentido, o spread bancário registrou incremento de 0,7 p.p. no mês e redução de 5,4 p.p. comparativamente a janeiro de 2009, alcançando 25,1 p.p. Nos financiamentos a pessoas jurídicas, a taxa média de juros subiu 1 p.p. em janeiro, mas recuou 4,5 p.p. na comparação interanual, situando-se em 26,5% a.a. No mesmo sentido, o custo médio das contratações realizadas pelas famílias registrou aumento de 0,3 p.p. em janeiro e diminuição de 12 p.p. em doze meses, atingindo 43% a.a.

A inadimplência do crédito referencial, considerados os atrasos superiores a noventa dias, manteve a tendência de retorno a patamares mais baixos, assinalando redução de 0,1 p.p. ao situar-se em 5,5%. Por segmento, a inadimplência recuou 0,1 p.p., alcançando 7,7% nos empréstimos a pessoas físicas, permanecendo estáveis em 3,8% nos financiamentos contratados pelo segmento empresarial.


Fonte: Banco Central do Brasil





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