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Risco e Informação Pessoal: o Princípio da Finalidade e a Proteção de Dados no Ordenamento Brasileiro - Danilo Doneda e Mario Viola



Sobre o autor:

Danilo Doneda

Mestre e Doutor em Direito Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi pesquisador visitante

no Garante per la protezione dei dati personali da Itália. Atualmente é professor de Direito Civil em

diversas universidades e advogado

danilo@doneda.net



Mario Viola

Mestre em Direito Civil e Especialista em Direito do Consumidor pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Especialista em Direito Privado pela Universidade Federal Fluminense, Master of Research e

doutorando em Direito pelo Instituto Universitário Europeu, em Florença na Itália. É procurador (licenciado) do Município de Saquarema no Rio de Janeiro e funcionário (licenciado) da CNSeg

m.viola@ig.com.br




Resumo

A utilização de dados pessoais se tornou ferramenta fundamental para o desenvolvimento de diversas atividades, sejam elas de natureza pública ou privada.

Nos setores que trabalham com o risco como fator essencial, como o securitário e o financeiro, a análise desse risco se dá justamente a partir das informações coletadas a respeito dos potenciais clientes. Com base em tal análise, seguradoras e instituições financeiras classificam seus potenciais clientes em categorias previamente estabelecidas, fixando prêmios e taxas de juros de acordo com cada situação ou rejeitando o risco, quando for o caso.

Entretanto, a coleta de informações não pode se dar de forma indiscriminada, devendo observar alguns parâmetros, sendo certo que o principal deles refere-se ao princípio da finalidade.

O presente artigo busca definir os contornos desse ?princípio da finalidade? para a análise de risco, seja o risco relacionado à possibilidade de ocorrência do sinistro, no caso da atividade securitária, ou aquele referente à possibilidade de não-pagamento das obrigações contratadas, no caso da financeira, tomando por base não só as normas nacionais que tratam da proteção de dados e da privacidade, mas também a interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça à matéria.



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